16 março, 2008

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mario Quintana

2 comentários:

Chellot disse...

Esse Mário Quintana é um baú de ideías. Não conhecia essa poesia e confesso que gostei muito dela.

Será sempre bem-vinda ao Labirinto.

Beijos poéticos.

-Donna disse...

Rosi!
Quanto tempo!

Como está?

:*