
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem sei eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao solo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem sei eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao solo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
Alberto Caeiro
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16 comentários:
Essa imagem está LINDA a acompanhar tão belo Poema de Caeiro!
Lindo Post Grande partilha:)
Deixo-te um grande sorriso abraçado a um terno beijo
(*)
Os poemas e seus poetas....
E toda mistura de emoçao e verdade...
Muito lindo!!!
Obrigada pela visita...
Bjos1
A difícil escolha da força dum poema.
Força Rosi!
Com poetas o mundo seria bem melhor! Sem poetisas, uma tristeza!
Bonito Alberto Caeiro!! Obrigado pela partilha...
convido-te a conhecer a história de A. :-)
Fernando pessoa e eseu heterónimos :) LINDO .
A poesia simplesmente nasce de nós (ou em nós) exatamente como o amor.
Ela tem vontade própria, como o amor.
E desperta desejos e volúpias, como o amor...
Gosto muito desse autor.
Bela escolha a sua.
Beijinhos.
Lindo poema este. E tb muito gracioso o teu blog
Beijos
Cris
Há textos que ficam...
Parabéns pela escolha.
Deixo-te Essências de Luz.
Cara Rosi,agradeço suas gentis palavras deixadas em Pote de Poesias. Eu não consegui encontrar poesia de sua autoria em seu blog - me desculpe, mas não entendo muito de buscas - Beijo carinhoso e sucesso. Soaroir
que bom encontrar aqui Caeiro...que bom, mesmo!
Essa perfeição me lembra o barroco!!
Parabéns artista
beijos
Oi amiga.Está lindo o poema;Adorei.bjitos.nile.
Caeiro, um dos heterónimos do grande Fernando Pessoa. Sempre oportuno!
:)
e hoje que não há vento para eu adormecer !!!!!!!!!!!!!!
Rosi,
Tb adoro Pessoa de todas as formas.
Mais uma vez obrigada pelo momento que nos proporcionas de rara beleza e tanto bom gosto.É a tua sensibilidade que pões aqui!
Beijinhos com muito carinho
Olá :) tens aqui poemas muito bonitos , se gostas de Aleberto Caeiro visita : http://outsidern17.blogspot.com/ ( uma pessoa amiga qe o adora ) Obrigado !
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