
Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.
Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola. . .
Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.
Ele trabalha silenciosamente. . .
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...
*Mario Quintana*
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.
Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola. . .
Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.
Ele trabalha silenciosamente. . .
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...
*Mario Quintana*

7 comentários:
Eu adoro o Sr. Mário.
Ele consegue nos transportar ao seu universo lúdico com poucas e precisas palavras.
Lindo isso, não tinha lido ainda.
Beijinhos
Que estas belas palavras ajudem o " menino doente " !
Beijinhos verdinhos
Triste e belo...
Doce beijo
Olá, aos poucos tou voltando, apreça lá em casa.
Boa noite!
Esta semana vamos festejar o DIA DA TERRA. Com pequenas coisas podemos ajudá-la. Dá-me a tua opinião, SFF. Obrigada.
Beijinhos verdinhos
Amo Mario Quintana!
Sempre bom vir até aqui para relembrar...
B.E.I.J.O.S querida!
Belo refúgio este seu.
Meus parabéns.
Bjs.
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