
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade

12 comentários:
Mas ao fazer-te companhia, não te estarei a roubar a ausência? ;)
Beijoca!
Roube-a sempre Rafeiro...
A ausência por vezes pode ser dura, como uma ferida aberta no coração que teima em não sarar...
um beijinho*
Oi, muito bom, voltar ao teu blog.
Tenha um belo final de semana.
maurizio
Oi Rosi.
Ausência. Belo post de reestréia... :-)
Que seu Domingo seja de repleto de coisas boas.
Beijos mil! :-)
Sábio Drummond!
A ausência é o não sentir nada, como na música Socorro, de Arnaldo Antunes...
A ausência é uma quase-morte, mas a falta dói mais.
Beijos.
Ausentamo-nos...Às vezes de...nós...
Doce beijo
Que bom ler tuas postagens novamente.
E sempre belas,ótimo escolha
Lindo poema.
Abraços,
Cris
Sou palavra perdida no silêncio
Gerada no ventre do Mar
Grinalda de perdidos sonhos
O passado do verbo amar
Amei!
Voar na chegada de cada Primavera
Pintar de luz as cores do verão
Pisei o tapete das folhas de Outono
Acendi em cada inverno uma fogueira de paixão
Convido-te ao encontro com o meu “Eu”
Mágico beijo
Drummond de Andrade é um génio!! UM ABRAÇO
Sempre bom
O Carlos Drummond!
:))
nunca pensei nesses termos...
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