BorboletaQue o ar mais leve
Ela se atreve
A mergulhar
No halo de calor
Que envolve meu corpo
E em minha mão
Pousar
Sutil, quase não a sinto na pele
Mas o silêncio que ela enverga
Na tessitura peculiar
De suas asas
Cativa e provoca ciclones na alma
E não importa
Se a mesma é menor que um átomo
Ou se galáxias comporta
Toque do eterno
Tato de anjo
Deus nos chamando
Pelo verdadeiro nome
Teriam a mesma sutileza
Com que a borboleta
Também desaparece
Como veio, tão inesperada
A ponto de ser prece?
XXVI VII MMIV

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